E dizem as boas línguas que belos lábios femininos pintados de vermelho atiçam o imaginário masculino... e o feminino.
A boca!
Um belo orifício freudiano que nos remete ao mais sujo e ao mais íntimo da nossa sexualidade.
Vermelhas, cinzas, verdes, negras, lilases... carnudas!
Sexualmente inteligentes!
Voluptuosas!
Fendas pecaminosas de inimagináveis prazeres!
Vaginas deliciosamente falantes com seus dentes afiados...
Com suas cobras vermelhas e sensuais que serpenteiam nos seus interiores como se fossem o rabo sorrateiro do demônio.
E tudo isso nas mãos da endiabrada mulher.
A deusa absoluta dos nossos mesquinhos desejos.
O altar da nossa suprema veneração.
O nosso Shangri-La!
E dizem que a boca feminina é o caminho da perdição masculina há séculos.
E que pintadas eram o objeto de desejo de todos os homens.
E que pintadas foram para ficarem humanamente irresistíveis...
E impossíveis de serem rejeitadas.
E que pintadas e úmidas, meu Deus! são a visão do paraíso.
Principalmente quando estão a um palmo do nosso falo, espelho do nosso narcisismo, monumento da nossa autofirmação.
Ou a um palmo da nossa boca...
Que também as desejam tomada de agônica satisfação.
E voracidade!
Ahh essas bocas!!!